Contemplados novamente pelo Programa de Valorização de Iniciativas Culturais, neste ano de 2011 nossas ações serão relatadas e discutidas diretamente no site do coletivo SIM! Para saber mais sobre a continuação deste projeto acesse o link!
Contemplados novamente pelo Programa de Valorização de Iniciativas Culturais, neste ano de 2011 nossas ações serão relatadas e discutidas diretamente no site do coletivo SIM! Para saber mais sobre a continuação deste projeto acesse o link!
Aqui você pode ter acesso ao conteúdo completo do livreto “Memórias e impressões de uma experiência de criação coletiva na Vila Maria Zélia” lançado em novembro de 2010 ao fim do projeto “No colo do conto, na cola da dança“. Este livreto teve um formato impresso distribuído em mais de 80 bibliotecas públicas. Listamos abaixo alguns dos pontos que disponibilizam o livreto contendo dvd com imagens e videodanças produzidos ao longo deste ano.
Boa leitura!
Onde encontrar nossos livretos:
* Bibliotecas Municipais da Zona leste e centro de São Paulo: ALVARES ZEVEDO; JOSÉ PAULO PIRES; ARNALDO GIACOMO; CASSIANO RICARDO; HANS CHRISTIAN ANDERSEN; PAULO MILLET; AFFONSO TAUNAY; PAULO SETÚBAL; RICARDO RAMOS; AURELIANO LEITE; GILBERTO FREYRE ; MILTON SANTOS; LENYRA FRANCAROLI; JOVINA ROCHA; RUBENS BORBA; RAIMUNDO DE MENEZES; VICENTE PAULO; SERGIO BUARQUE; JAMIL HADDAD; CORA CORALINA; VICENTE CARVALHO; VINICIUS DE MORAIS; ROBERTO SANTOS; MONTEIRO LOBATO.
* Bibliotecas dos CEUs da Zona Leste de São Paulo: ARICANDUVA, CURUÇA, INACIO MONTEIRO, ÁGUA AZUL, LAJEADO; SÃO CARLOS; PARQUE VEREDAS; TRÊS PONTES; SAPOPEMBA; SÃO MATEUS; JAMBEIRO; ROSA DA CHINA; SÃO RAFAEL; AZUL DA COR DO MAR; TIQUATIRA; QUINTA DO SOL; ALTO ALEGRE
* PONTO DE LEITURA DA GALERIA OLIDO
* CCSP
* CCJ
* Associação Cultural Vila Maria Zélia
Obra multimídia reconta a história ancestral “Os Sapatinhos Vermelhos”

Nos dias 20, 21, 27 e 28 de novembro estará aberta ao público a vídeo instalação “Vermelhos Desejos” na Associação Cultural Vila Maria Zélia, um dos locais mais charmosos de São Paulo famoso pela atuação do Grupo XIX de Teatro. Lugar de muitas passagens que aos poucos se torna um espaço especial de cultura, a vila é cenário de filmes e minisséries, lugar que evoca um lugar perdido ou esquecido na cidade.
Realizada pelos artistas do Coletivo SIM! – Gabriela Canale, Juliana França, Paulo Afonso e Renata Fernandes – e pelas crianças da Vila Maria Zélia, a vídeo instalação
reúne literatura, dança, música, cinema e artes visuais para contar a história ancestral “Os Sapatinhos Vermelhos”.
A história é recontada de forma analógica e digital por meio de vídeo danças, objetos, sons, espaço e luz que revelam todas as fases do processo de criação coletiva de adultos e crianças realizado durante 2010. Este processo foi desenvolvido no projeto multidisciplinar de artes intitulado “No colo do conto, na cola da dança” contemplado em 2010 pelo VAI – Valorização de Iniciativas Culturais da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.
O quê? Video instalação Vermelhos Demais
Quando?dias 20, 21, 27 e 28 de novembro de 2010
Quanto custa? Grátis
Onde? Rua Cachoeira, s/ n° – Esquina com Rua dos Prazeres – Vila Maria Zélia, Bairro Belém – SP
Por que ir? Pelo passeio a um lugar lindo e para ver uma obra multimídia que aposta na criação coletiva de adultos e crianças reunindo linguagens artísticas, literatura e qualidade estética
Tem site? www.nocolodoconto.wordpress.com
MAPA
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Como chegar:
metrô
Estação Belém (linha vermelha), vire à esquerda na catraca, desça as escadas rolantes e pegue qualquer micro-ônibus que passe pela rua Catumbi. Em menos de 10 minutos você chegará à rua Catumbi, onde deve descer no segundo ponto (no farol), em frente à padaria Orense. Ao descer, pegue a rua Cachoeira à direita e siga até o final. Pronto! Você chegou à Vila Maria Zélia.
carro
venha direto pela Marginal Tietê sentido Airton Senna na pista da direita. Logo depois do km 16,5 vá ficando bem à direita. Vá até a churrascaria BOI PRETO (rua Catumbi): é o sinal que está quase chegando! Continue na faixa da direita da Marginal, ande mais uns 100 m e entre na próxima rua à direita e logo pegue a bifurcação para a esquerda (rua Manuel Ramos Paiva). Siga esta rua de paralelepípedo, atravesse o farol, vá até o fim e vire à esquerda (rua Cachoeira).
Nos dias 16 e 17 de outubro de 2010 os artistas paulo Afonso, Renata Fernandes e Gabriela Canale realizaram encontros de criação. Assistiram a todo material registrado durante os encontros com as crianças e ouviram os sons capturados nos exercícios de música.
A partir desta noção de todo fizeram opções sobre como articular este material em um videodança capaz de mostrar o processo de forma generosa. Também optaram por criar imagens e sons que sentiram falta. Produziram, então, danças, vídeos e sons que reforçassem a presença da história Sapatinhos Vermelhos como uma transmissão literária.
Exploraram a materialidade do livro criando músicas, danças e vídeos.
Além disso experimentaram várias possibilidades de projeção no espaço da Associação da Vila Maria Zélia. A ideia foi pensar o formato ideal para a videoinstalação final que conterá uma videodança criada a partir de todo material produzido no projeto.
Este encontro último foi conduzido de forma a conseguirmos produzir os últimos materiais necessários a compor o videodança e a instalação sobre os conto Sapatinhos vermelhos, propostos como finalização deste projeto. Para isso precisávamos passsar por algumas experiências pela última vez. Havia um aspecto musical e um da dança a serem trabalhados enfim. Os objetivos eram captarmos sonoridades que se relacionassem com as imagens de dança já produzidas ate então e filmarmos danças que se relacionassem com o conto de forma direta, segundo a visão das próprias crianças. Julgamos que faltavam danças que se relacionasse de forma objetiva com um lugar da vila e ao mesmo tempo que estivesse, essa mesma dança, relacionada com qualquer momento do conto. Sentíamos falta da escolha das crianças.
Para isso, num primeiro momento e aos olhos das crianças que escutavam as sonoridades por elas produzidas em encontros passados, montamos uma espécie de instalação com os objetos trabalhados em encontros anterior e com projeções de danças realizadas nos últimos dias. Para terem a experiência do fim do projeto, montarem uma instalação, tocarem para compor uma trilha sonora, propusemos duas experiências sonoras: tocarem juntos uma improvisação sobre as imagens projetadas com os instrumentos produzidos por Paulo. Esta improsação foi captada. Além disso, ao longo do segundo momento, direcionado à captação de imagens das últimas danças, cada criança teria a oportunidade de contar uma parte ou todo o conto dos Sapatinhos Vermelhos. Isto também seria captado. Foram trabalhados diferentes alturas, tons, timbres por meio de artifícios dos instrumentos trazidos por Paulo. Enquanto essa atividade ocorria dentro do galpão, cada criança foi convidada a escolher um momento da história, um espaço ao ar livre na vila e uma ação física que, sendo dançada, pudesse contar este momento escolhido do conto. Uma a uma, cada criança conduziu ao espaço escolhido a orientadora Renata que filmou a dança final de cada uma delas.
*As danças realizadas na espaço público da vila recontaram a história Sapatinhos Vermelhos no lugar de convivência das crianças. O resultado ficou muito bonito e faz parte do dvd integrante do livreto publicado ao fim deste projeto.
Neste encontro aprofundamos nossos conhecimentos e experiências sobre videodança. Assistimos a executado por Anne Teresa De Keersmaeker. Percebemos os diferentes enquadramentos, o contrantes entre as cores, a qualidade de movimento da dança, o papel da música. A partir da observação de que a dança no vídeo assistido produziu um desenho sobre o chão decidimos criar nossas danças no espaço aberto da Vila e brincar com esta mesma ideia. Cada um definiu o espaço, o material que usaria para desenhar nele, a parte do corpo que comporia a dança e o enquadramento mais adequado para o registro dos movimentos.





Neste sábado, ainda em parceria com o Perifacine, o Coletivo SIM! junto à Associação Cultural da Vila Maria Zélia, preparou um cineminha gostoso no Galpão que chamamos Armazém da Memória. Numa noite bastante fria tivemos um bravo e forte público de pequenos que ficou até o final da exibição da programação da mostra infantil do Festival Entretodos. Todos gostaram mais uma vez da experiência de ver os “filmes curtos” conforme eles mesmos dizem. Percebemos o quanto cada dia mais eles se reconhecem como criadores em potencial de filmes como os que eles assistiram, como os feitos com técnicas de stop motion, a partir de objetos, recortes em papel etc … é muito bom vê-los mais presentes neste estado de fruição!
Entrando na reta final de encontros de criação com as crianças percebemos que para finalizarmos a produção poética com eles de forma suficiente precisaríamos trabalhar alguns aspectos/ conceitos da arte de forma clara e objetiva. Hoje trabalhamos o ritmo. Paulo orientou o primeiro momento do encontro sugerindo a exploração ritmica a partir de instrumentos criados por ele mesmo, feitos de materiais reutilizados. Os sons dos instrumentos são muito bonitos e muitas vezes lembram timbres de instrumentos conhecidos, como trompetes, contrabaixos, rabecas. Cada pessoa escolheu o instrumento que mais lhe agradava e assim formou-se uma mini orquestra de instrumentos inusitados. Cada qual explorou a sonoridade escolhida e logo em seguida brincamos de uma espécie de telefone sem fio do ritmo, onde cada um pode propor uma célula ritmica que era copiada por todos e depois era copiada um a um como na brinadeira do telefone. Quando os ouvidos já estavam bastante afiados foi a vez de investirmos na composição. Um propunha uma célula ritmica que seria ciclicamente repetida e um a um entrava na pulsação porém propondo novos ritmos com seu instrumento diferente. Com este assemble de instrumentos e com os ouvidos afinados de todos pudemos chegar a sonoridades muito harmônicas. Com isso estamos em busca de sensibilizar para a consciencia do ritmo no movimento que está tanto na música como na dança e na imagem. Esse exercício simples nos ajudará a compor nossa trilha sonora para o video-dança em produção desde o primeiro encontro.
No segundo momento foi a vez de trabalhar o ritmo do movimento e a interação da dança e da imagem. Iniciamos então abrindo os olhos de todo o nosso corpo. Primeiro brincamos com nossos olhos, abrimos e fechamos e estudamos as nuances entre o estar de olho esbugalhado e estar de olhos bem fechados. Em seguida passeamos com este olhar e todas as suas nuances por todo o corpo e imaginamos onde poderiam haver olhos em nossos corpos. Muitos foram os lugares escolhidos: cotovelos, dedos, palmas das mãos, joelho, pés enfim, cada parte do nosso copor poderia abrir e fechar os olhos. Seguimos dançando com os olhos do movimento, com um jogo tal qual o telefone sem fio do ritmo que havíamos feito com os instrumentos, porém desta vez o intrumento era o corpo e a música, a dança. Aguçamos nossos ouvidos para a música silenciosa do movimento. Todos garantiram que já escutavam a música produzida por nossos danças. As danças deveriam ser construídas cuidadosamente a partir do ritmo e a partir da escolha de uma parte do corpo. Ela poderia migrar de uma parte a outra porém seguindo a estrutura ritmica proposta pelo proprio dançante. As crianças facilmente entenderam o que deveria ser feito e um coral de corpos criou danças ritmicas que passou a ser um cânone num segundo momento. Também brincamos de compor danças ritmicas tal qual na composição musical: um propunha uma sequencia de movimentos que possuía uma pulsação clara e em seguida, um a um, entrava com sua dança ritmica sobre esta pulsação porém com diferentes movimentos e diferentes ritmos. Uma bela improvisação! Nossas danças individuais e coletiva ganharam muita qualidade neste momento.
Por fim fizemos uma brincadeira muito divertida. Dançamos com nossas danças projetadas na parede do galpão. Um dançava sua dança para a câmera que captava a imagem que era por sua vez projetada na parede. Outras crianças podiam a qualquer momento interagir com esta dança projetada. As vezes interagia-se com uma mão gigante, outras com um pé e assim por diante. As danças de cada parte do corpo foram ampliadas muitas vezes e a dança com a imagem ficou cada vez mais interessante e divertida! Muitas narrativas começaram a ser criadas nessa brincadeira, mas isso já é pra outro encontro, nosso tempo terminou rápido, rápido…
OS fios vermelhos, que já havíamos trabalhado como uma metáfora de enquadramento, serviram, neste encontro, como metáfora para a história Sapatinhos Vermelhos. Quando tecidos, os fios se tornam a trama, assim como uma história é feita de camadas. Nos amarramos uns aos outros, os fios precisavam sempre estar tensos, então dançamos atados uns aos outros, como elementos de uma história que se tocam e afastam. Escolhemos o lugar da Vila que tinha mais relação com a história. Então fomos dançando até lá.
Depois escolhemos um segundo espaço, em que unimos objetos usando o fio vermelho. Criamos uma trama de fios e objetos que remetiam a história dos sapatinhos. Neste espaço também dançamos.
Começamos nosso encontro assistindo a vídeos onde partes do corpo eram foco e inspiração de danças ou video-danças.
http://www.youtube.com/v/RK_4xoWNtZA?fs=1&hl=pt_BR
http://www.youtube.com/v/vqJ-kQwxfFI?fs=1&hl=pt_BR
http://www.youtube.com/v/8rK6TJyGAHw?fs=1&hl=pt_BR
http://www.youtube.com/v/IFvyFRj7G9U?fs=1&hl=pt_BR
A seguir conversamos sobre escolhas estéticas, enquadramento, câmera fixa e móvel, roteiro, contexto, cenário, figurino, aspectos do movimento enfim, tudo o que compunha a criação do artista em questão e que pudesse nos ajudar a conceber nossos próprios filmes hoje.
Propomos às crianças que cada um de nós escolhesse um espaço no galpão e escolhesse uma parte do corpo que faria uma dança a ser enquadrada neste espaço. O enquadramento foi delineado por uma linha vermelha que cada pessoa posicionava da forma como escolhesse. Realizamos alguns ensaios pois as danças só poderiam ter 3 minutos. Elas poderiam ou não estar relacionadas ao conto dos sapatos vermelhos. Cada pessoa também poderia escolher um instrumento (construído por Paulo) que acompanharia ritmicamente a dança em questão. Todos dançaram e também puderam filmar uma dança buscando compreender o conceito de enquadramento.
No final do encontro conversamos sobre a experiência que se revelou uma das mais criativas dos encontros até hoje. Percebemos que série de limitações e regrinhas que colocamos à proposta de hoje resultou numa criação autêntica e vigorosa de cada um dos participantes. Os filmes produzidos serão os primeiros resultados a entrar no video-dança final previsto pelo projeto de criação.
Uma canção sobre o vermelho começou a surgir hoje durante o cortejo pela vila quando chamávamos as crianças para nosso encontro. Paulo pergunta: O que é o vermelho para você? E com um dos seus instrumentos encantados ritmava cada resposta. Começamos a compor assim esta canção vermelha.